O que é diarréia? O que causa? Como posso previnir e tratar?
A diarréia se caracteriza pela diminuição da consistência das fezes, podendo ser líquida ou amolecida, acompanhada do aumento do número das evacuações (em média de 3 vezes ao dia ou mais). Pode estar associada a dor abdominal, febre e vômitos. A ordem do início dos sintomas varia bastante, sendo que muitas vezes a febre e vômitos são os primeiros sintomas, dificultando o diagnóstico de ínicio, pois a diarréia pode demorar até dois dias para aparecer. Há casos em que são eliminados muco (catarro) ou sangue juntos com a diarréia. Outros sintomas frequentes: aumento da flatulência (gases), cefaléia (dor de cabeça) e diminuição do apetite.
O rotavírus é o maior causador da diarréia, sendo este responsável por surtos epidêmicos nas comunidades, principalmente onde há muitas crianças aglomeradas e pode ocorrer em qualquer mês do ano. A via de transmissão é oral-fecal (fezes com o vírus contaminam alimentos e água e ao serem ingeridos contaminam as pessoas), também por fômites (objetos contaminados levados à boca) e de pessoa a pessoa. O período de incubação (intervalo de tempo entre a contaminação e o início dos sintomas) varia de 1 a 2 dias. As fezes contém altas concentrações deste vírus que pode ser transmitido desde dois dias antes até 21 dias após o início dos sinais e sintomas. Hábitos de higiene, como lavar adequadamente alimentos que serão ingeridos crus, lavar as mãos antes das refeições e ter fontes de água potáveis de origem confiável podem prevenir esta doença, além de evitar aglomerações e não comer em locais de higiene duvidosa.
Não existe, até o momento, medicação realmente eficaz que combata o vírus. A vacina oferecida na rede pública para crianças menores de 6 meses é somente válida para evitar as formas mais graves da doença na faixa etária de 6 a 24 meses de idade. Ou seja, a vacina não impede que a criança desenvolva a doença, mas serve apenas para evitar casos de internação em que o paciente recebe hidratação intravenosa devido à desidratação, desnutrição grave e hipopotassemia como consequência da piora dos episódios de vômitos, diarréias. A primeira infecção costumar ter evolução pior do que as posteriores que às vezes passam desapercebidas, segundo estudos.
O diagnóstico é através da pesquisa direta do vírus na amostra de fezes. Não sendo necessário pesquisar em todos casos de diarréia pois não haverá alteração no tratamento, tendo utilidade mais para notificação epidemiológica.
Por se tratar de uma doença de evolução autolimitada e de cura espontânea na grande maioria das vezes, costuma durar em torno de 2 a 5 dias, pondendo ultrapassar 10 dias.
O tratamento resume-se em manter a criança hidratada, repondo líquidos a cada episódio de diarréia ou vômito. Ofertando soro caseiro (1 copo de 200ml de aguá potável + 1 colher de café rasa de sal + 1 colher de sopa rasa de açucar) ou soros próprios para hidratação oferecidos em postos de saúde ou farmácias. Medicações para vômitos têm pouca eficácia, mas podem ser dados com cautela para crianças. Deve-se ficar atento aos sinais de desidratação: boca seca, palidez cutânea, olhos fundos, sensação de sêde aumentada, urina escura ou em menor quantidade ou ausente, cansaço (respiração ofegante), diminuição do turgor (elasticidade) da pele, irritabilidade, choro constante, sempre levar ao médico se houver piora clínica, principalmente crianças abaixo de 1 ano de idade. Não é recomendado uso de antibióticos e antidiarrêicos. A alimentação deve seguir normal, embora a aceitação esteja diminuída. A melhora do apetite é um sinal de que a cura está próxima.
Outras causas de diarréia:
Infecciosas: bactérias e suas toxinas, outros vírus e parasitas.
Não Infecciosa:uso de antibióticos, quimioterapia, intolerância a lactose ou glúten, intoxicação por adoçantes (hexitóis), grande ingestão de alimentos, uso de laxantes e antiácidos, gordura não absorvida, tumor pancreático, outros medicamentos
Complicações: intolerância a dissacarídeos (açucares) e miocardite.

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